2 de abr de 2010

Congresso da Abrates - continuação | Abrates Translation Congress - continued

Então,...

Custou um pouquinho mais do que eu queria para poder postar novamente sobre o congresso.

Primeiro, quero repetir que o congresso foi excelente, a organização está de parabéns e acho que todos os presentes aproveitaram muito, cada uma da sua forma.


Levando os peixinhos para passear...
Queria lembrar uma das coisas que o key note speaker João Roque Dias falou na abertura oficial. Metaforicamente, ele comparou os tradutores a peixinhos em um aquário e convocou a Abrates a levar seus peixinhos para passear. Que viria a ser isso? Buscar proativamente oportunidades de apresentar seus peixinhos - seus tradutores - a clientes em potencial. Há um congresso de medicina? Lá iria a Abrates buscar uma presença para mostrar que tem tradutores especializados em tradução médica. Claro, os congressos só para tradutores são ótimos. Mas entrar nos congressos dos "outros" para mostrar nossos serviços é uma ideia genial. Os recursos são poucos e o trabalho é muito, tenho certeza, mas é uma ideia a se pensar. E, com certeza, isso seria um ponto muito atraente para aqueles que estão em dúvida quanto a se associar à Abrates.

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As pessoas
Um dos pontos altos, imagino que para todos, foi o encontro com colegas tradutores de todas as partes do Brasil (e de fora do país também). Conhecer pessoas novas, conhecer ao vivo quem se conhecia virtualmente e reencontrar velhos conhecidos é sempre uma das coisa mais importantes dos encontros de classe. Para mim pessoalmente foi uma experiência excelente e divertida, além de proveitosa profissionalmente.

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Escorregadelas mínimas
Mas sempre cabe um espaço para melhorar. É nesse intuito que vou falar sobre três pequenos detalhes que poderiam ter sido evitados e que podem servir de reflexão para o futuro.

- Moacyr Scliar - Era de se esperar que sua apresentação fosse concorrida, por isso o desapontamento quando ele anunciou que teria um compromisso (veja o post anterior sobre como sua ausência foi mais do que compensada). A organização também só ficou sabendo na hora, portanto não havia muito o que fazer, a não ser uma coisa, que não foi feita: alguém da Abrates ou da Detail poderia ter aberto o painel e se desculpado pelo que iria acontecer. Afinal, imprevistos acontecem, mas o congresso era um evento pago e uma atenção da organização reconhecendo a falha (mesmo não sendo deles diretamente) teria sido muito simpático.

- "Dress code" - É incrível, ninguém poderia imaginar, mas uma palestrante realmente extrapolou em sua reação ao calor de Porto Alegre. Apareceu usando top curtinho, calça jeans baixa, a barriga e uma enorme marca da calcinha do biquini à mostra. Chegou a ser cômico, tudo bem. Foi muito comentado. O que poderia ter sido feito para evitar isso? Alguém da organização do congresso poderia ter, na hora mesmo, falado com ela? Oferecido uma jaqueta? Sei lá. Era um congresso, não um passeio no parque! :-)

- Coffee break - Fiquei surpresa com a ausência de coffee break no sábado. Em geral, o coffee break não faz parte de todos os dias de um congresso, pelo menos em um dos intervalos, mas de preferência em dois, de manhã e de tarde?

Detalhes, como disse, pequenos.

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Porto Alegre
Foi um prazer visitar a cidade e conhecer os "locais", que foram muito amáveis em todas as interações que pude ter. Para fechar, deixo vocês com algumas fotos que lá tirei.

E não é que é verdade: dos 8 aos 80, todos andam com seu chimarrão a tiracolo


Quarto de Mario Quintana no hotel onde morava, agora Casa de Cultura


Adega bem abastecida no charmoso bairro Moinhos de Vento

2 comentários:

  1. Olha que vida brincalhona: procurava fotos melhores do quarto do meu amado poeta quando vim parar no seu blog, outra tradutora e intérprete apaixonada pela língua de Shakespeare!

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  2. Que bom, espero que tenha gostado da foto e do blog.

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